"Well, I'm walking on down Virginia Avenue
Trying to find somebody to tell my troubles to.
Harold's club is closing, and everybody's going on home:
What's a poor boy to do?"
As lembranças de Virginia estão me alagando ultimamente. E não só lembranças, coisas novas relacionadas a ela também tão aparecendo.
Primeiro eu descubro que o DJ cresceu em Richmond, o que, junto com eu dizendo que o campo me lembra Va e ele repondendo "Yeah, nothing...", virou uma coisa em comum que só a gente tinha.
E então sexta eu fui passear no centro de Stuttgart e acabei refazendo o caminho que eu e ele andamos tantas vezes, de Schlossplatz até a Schocken, pela Königstrasse, e da Schocken até o ponto do Nacht Bus pelas quebradas. E no meio do caminho eu passo alguém com o perfume do Logan. O mesmo cheiro, igualzinho, fazia tempo que eu não sentia.
E eu nos últimos dias usando a blusa do Fred's (WHEREINTHEHELLISFRANKLINVA) com a calça de árvores de natal que a Pam me deu de pijama. E hoje eu falei com o Kyle.
Depois de muitos dias de combinar de ligar para ele pelo myspace, explicações por que ele nunca atende e sempre cai na caixa postal de Kyle Livermanovitch, várias mensagens dele falando que não se importaria em ser acordado pela minha voz, hoje eu finalmente consegui "get a hold of him".
Ele me contou coisas que eu nunca imaginei, mas amei ter ouvido. É bom ouvir alguém falando "you're so sweet" e "you're beautiful", ainda mais o segundo sendo repetido mais uma vez e mais ainda se os dois tiverem vindo de alguém que você gosta tanto.
Saudades do Aaron também, da família inteira na verdade, quando ouvi Girl do Beck e lembrei das nossas "brigas" na sala, e brincadeiras de rat tail sei lá o que...
E saudades do Aaron brasileiro também, e da Eliana, e do Paulo, e do Rainer, e dos outros dois...
E a conclusão de que eu tenho que juntar isso tudo de algum jeito, aceitar tudo como minha vida, e não como partes separadas que aconteceram cada uma a seu tempo, mas como pedaços de uma mesma coisa, que não podem ser separados, nem quando aconteceu e muito menos seus efeitos, que esses sim vão se "interlap" sempre.
Ouvindo Tele, antes Creedence, e agora White Stripes. Eu posso estar vivendo uma fase, mas as lembranças das outras sempre continuarão presentes, e as pessoas, amigos e família das "outras" fases definitivamente continuam lá, me fazendo repensar se dá mesmo pra chamar isso tudo de fases. Virginia tá aqui e agora em Stuttgart, assim como São Paulo e Tenerife e Paris e Barcelona. A Amanda que viveu tudo isso é a mesma que tá aqui agora. Se a vida for uma linha, ela é vertical, não horizontal. Tudo junto ao mesmo tempo. E sempre prestar atenção para manter a profundidade, sem passar pela vida "going through the motions". Sem achar que já conheceu todo mundo se nem lembra o nome da metade. Meses depois eu estou redescobrindo gente que nunca achei interessante, que não tinha chamado a minha atenção antes. A esperança tá aí.
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